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See, that’s what the app is perfect for.

Sounds perfect Wahhhh, I don’t wanna
manuscrite
manuscrite

Me olha daquele jeito
de quem já não aguenta estar tão longe,
que eu desarmo meu amor em ti.
E esquecemos que às vezes
quebramos os móveis
com uma tormenta aqui, uma rusga ali
É eu de cara amarrada, você de braços cruzados
Mas é tão bom encostar juntinho.
Então faz assim
eu desamarro a cara e você descruza
os braços e cruza em mim
[Gruda aqui daquele jeito só nosso, se cobre de mim]

Nanda Marques.

ninguemnuncavaileressaspalavras

Vamos falar de 2018.

ninguemnuncavaileressaspalavras

Eu acredito fielmente que nesse ano que se passou, eu vivi na verdade três anos inteiros. De tanta coisa que aconteceu, de tanta coisa que se acalmou; de coisas que foram embora, e de coisas que criaram raízes profundas. Houveram pessoas que partiram, e pessoas que voltaram, pessoas que conheci, e pessoas que mal reconheci. Houve conquistas enormes, bençãos atendidas, orações ouvidas; Esse ano o tempo passou devagar, sem maior pressa de ser e existir. Eu senti que mudei tanto, e que a vida fez piruetas na minha existência. Eu achava que esse ia ser o ano do “sim”, sim para empregos bons, sim para o amor, sim para as aventuras, sim para muitas coisas… E no final, não foi nem sim, e nem não. Deram em minhas mãos as ferramentas para construir o que eu quisesse e a partir disso… Criar o suposto sim que eu tanto desejava

Eu vinha de um ano (2017), cheio de cicatrizes, cansada de lutas, esgotada sentimentalmente e espiritualmente. Em mim, só cabia a fé de que as coisas seriam melhores, que chegaria em algum lugar, que as lutas que eu fiz outrora fossem enfim recompensadas e que eu fosse capaz de enxergar a luz no final do túnel.

Devo admitir… Que o começo de 2018 talvez tenha sido um grande tapa na minha cara, e que tudo estava exatamente do jeito único e singular que a vida é. Eu esperava fielmente que as coisas fossem cair no meu colo, porque eu merecia um milagre, eu merecia os frutos de um ano sofrido, eu desejava uma sombra para poder encostar e dormindo tranquila sabendo que eu tinha um caminho seguro a trilhar. O que não foi bem assim. Eu precisei levantar novamente e andar por um chão mais fácil, admito, porém, árduo e longo. Nessa trajetória eu tive que deixar muita coisa para trás, muito de mim para trás. Só então para perceber que tudo aquilo que eu tinha soltado, era o que fazia minha jornada mais pesada. Coisas que vinha carregando de outros dias, outras vidas, outras dores. Sentimentos profundos que me faziam mal, e que eu precisava sim retirar toda aquela raiz de maldade, maldade comigo mesma.

E quando eu fiz isso, quando eu me libertei de egoismo, de conceitos antigos, de medos bobos e inseguranças sem sentido. Eu caminhei leve, para a segunda metade do ano, uma férias longa, que fiquei dentro da minha casa, refletindo tudo o que eu era e não era, o que eu merecia e o que não merecia, o que era meu e o que era dos outros; Refletindo o que os outros disseram alguma vez sobre mim, que ainda pesava em meus ombros, me fazendo ser quem eu não era, me fazendo sentir o que eu jamais deveria sentir. Eu nesse tempo, olhei fundo para dentro de mim mesma, e descobri o quão tóxica estava sendo comigo mesma, e o quanto eu precisava me libertar, ser feliz. Encontrar o que eu pensava sobre o mundo, sobre as pessoas, sobre mim, o que eu queria para minha vida, para meus relacionamentos, para os meus pais, para mim mesma, o que eu sonhava, o que eu desejava, o que a minha voz queria dizer, o que meu coração queria expor. Disse não para quem merecia meu não, disse sim para quem precisava, perdoei quem merecia meu perdão, e pedi para vida levar, quem tivesse que ir embora, e acima de tudo, me dei a oportunidade de renascer, dona de mim.

Eu mal escrevi esse ano, e com certeza, não foi porque pouca coisa aconteceu por aqui. Muuuuuuuita coisa aconteceu por aqui. Muitas conquistas, muitas dores novas, muitas cores para pintar o cabelo, muitos lugares que nunca tinha ido antes, brigas terríveis, oportunidades imensas.

Admito que não escrevi, não porque meu peito estava cheio demais para transbordar em palavras, e sim, porque tinha receio de colocar tudo para fora, e depois não saber como voltar (se é que tinha algum lugar para isso). Eu vivi intensamente essa outra metade de ano, vivi como se o mundo jamais fosse parar, e eu precisa-se correr o mais depressa que eu consegui-se. Apesar de ter tirado fotos de tudo o que eu fiz, eu não marquei na alma com palavras, nada do que eu senti, com receio, de que tudo fosse desmoronar e também… Com pressa de ser feliz, pressa de aproveitar tudo o que eu tinha que aproveitar, de sentir cada dia como único, e egoísta, para que tudo o que eu sentisse ficasse apenas dentro de mim, que nem ao menos os meus textos… Fossem parceiros para tal aventura que estava traçando, que nem meus textos, mereciam essa recompensa boa que estava na minha boca, na minha vida, no meu dia-a-dia.

Mas eu escrevo agora, porque isso merecia ser compartilhado, esse ano, duro e belo, merecia ser citado em algum canto da minha alma, merecia ser ouvido e apreciado, merecia um público, merecia meu esforço para por em palavras, merecia até muito mais do que estou dando hoje para escrever tudo isso.

E também foi de meu merecimento, todos os amores e desamores que vivi nesse ano, que foram loucura atrás de loucura, beijos atrás de beijos, intimidade atrás de intimidade. Eu devo dizer, que saio desse ano, machucadíssima de amor, que nunca pensei, que lágrimas viriam ao meus olhos, desejando que ninguém se aproxime mais do meu coração para machuca-ló, que não quero ser eu, a pessoa a dar o primeiro passo, a oportunidade, o peito aberto, a boca sedenta, o amor despreocupado. Eu não quero me abrir por enquanto, para todas essas pessoas que existem no mundo, que veem o corpo antes da alma, que veem a aparência antes da energia, que veem a foto bonita antes de ver os sentimentos. 

Eu procurei minha vida toda um amor, alguém capaz de fazer companhia pela noite, de trocar segredos baixinho, e trocar alegrias gritando. Eu esperei essa pessoa em cada um que cruzou na minha vida, desejando, que enfim essa minha busca chegasse ao fim. E ela não chegou.

Hoje, esse texto, é o primeiro que eu me permito sentir que estou triste com o que recebo de amor, e com certeza, o que eu já dei de amor. Pois eu sei, dentro de mim, que tudo aquilo que emanamos, é aquilo que recebemos, e que meu amor, hoje, está doente por tantas vezes que foi quebrado e mandando se reconstruir. Jamais um dano irrecuperável, mas um dano, que me faz perceber, que aquela menina inocente, que escrevia suspirando textos de amor, não voltará tão cedo, e mesmo quando voltar, será calejada de uma aventura cheia de armadilhas e tropeços e com certeza… De medos que possivelmente a farão perder ótimas oportunidades.

Eu sempre fui idealista, com absolutamente tudo na vida, e hoje, mesmo ainda mantendo aquela esperança e brilho no olhar, piso no chão, como a realista que minha vida me ensinou a ser.

E com isso, se resume a vida amorosa que vivi, que me cerca desnorteada por onde eu vou, sem nunca deixar de ser eu mesma, porém, transformada.

Recebi uma carta uma vez, que disse que as primeiras experiencias são boas, mas nada se equivale a segundas, terceiras, quartas… Infinitas, pois somos infinito, e dentro de nós cabe milhares de experiencias, de amores, de amizades, de pais, de felicidades, de tristezas… Cabe dentro de nós tudo aquilo que quisermos, pudermos e merecemos.

E eu mereço muito.

Com isso, que sirva de lembrete para todo sempre, que o vislumbre da primeira olhada, da primeira vez, seja sempre algo para se lembrar e ter com carinho, mas que jamais será tudo o que tiver que ser, porque o mundo, as experiencias, o viver! É magnitude, e coisas maravilhosas acontecem comigo a toda momento.

Sinto que saio desse ano três vezes mais madura e consciente de mim mesma. Que cresci sem tamanho, que mudei sem contar quantas vezes, que vivi, como nunca tinha vivido antes e que eu fui, quem eu estava pronta para ser.

Feliz ano novo, e que ele seja repleto de bençãos, assim como esse ano que passou, foi para mim, a oportunidade de me ver por dentro e por fora, e construir o que tiver que ser construído. Para que essa existência jamais seja algo em vão e sim, um aprendizado para toda a infinidade que sou.

Eu sou… Gratidão.

poemi-sou
poemi-sou

Trinta e um, Dezembro, dois mil e dezoito.

Ao fim se chega mais um ano e dele ficam as lembranças, histórias, tropeços, começos e recomeços que me fizeram chegar aqui da forma que me encontro. Pessoas chegaram e também se foram. Amigos virando desconhecidos e desconhecidos se transformando em grandes amigos e companheiros de tempos e memórias que merecem um sentimento nostálgico. Ano de muito aprendizado, onde os erros começaram a serem revistos como novos caminhos, novas chances, novas portas, para formar uma nova “eu” que aqui se encontra. As dificuldades também vieram, mas serviram pra mostrar o verdadeiro “sentimento”resiliente, que hoje me mostra que sou capaz de superar qualquer obstáculo, basta apenas o meu querer. Ano de muita saudade. Muita curtição. Carinho. Amor. Felicidade. Um ano que comecei sem metas previamente escritas, onde segui os caminhos que Deus me mostrou e apesar de sentir que poderia ter feito qualquer coisa melhor, me entreguei à 2018 e, com certeza, tenho a sensação de ter vivido um dos melhores anos. Não planejei nada, mas Ele já tinha o scrip todinho escrito de lá de cima. Que o ano que está por vir seja ainda mais abençoado e repleto de mais momentos que devem ser memoráveis. Paz no mundo. Saúde sempre. Mais amor. Carinho. Respeito. Muita prosperidade e sucesso. Que seja um ano de luz. Que venha 2019.